prometo que venho cá antes do natal de 2015

Foram poucas as palavras que aqui deixei desde o natal de 2013, desde aquele dia que para mim é um bocadinho igual aos outros, porque não o passo numa mesa cheia de gente, e porque natal para mim seria isso mesmo, estar com aquelas pessoas com quem não vamos estando durante o ano porque, apesar de sermos família, vivemos longe e temos pouco tempo para tudo aquilo que queremos fazer, mas infelizmente o meu nunca foi assim.

No entanto, tudo na vida pode mudar se nós quisermos muito que isso aconteça, e por sorte vivo agora ao lado de pessoas que vibram com o natal, e que este ano conseguiram fazer com que o meu fosse mais especial e bonito. A época natalícia começou no blog, e este ano decidimos preparar também um jantar que em tudo se assemelhou a um jantar em família, com amigos. O jantar já foi mostrado aqui, e por isso não me vou alongar muito sobre ele, mas foi das coisas mais bonitas que fiz em qualquer um dos meus natais, e para mim, que passo sempre com mais 2 pessoas, foi mesmo bom ter uma mesa cheia de gente, preparativos durante a tarde, muita comida e presentes debaixo da árvore para abrir à meia-noite e depois horas e horas no sofá entre vinho e gargalhadas que duraram até de madrugada.


O natal poderia ter chegado ali ao fim e eu já estava grata pelo que tive mas esperavam-me mais dois dias bons. No dia 24 de dezembro fomos 3 à mesa, com 2 gatos aos pés, e uma das 3 pessoas era uma amiga, uma amiga com quem já não falo todos os dias, mas que nunca deixou de estar aqui, e que é sempre a mesma quando estamos juntas, e que com a presença dela fez o meu natal mais especial e eu sei que também fiz o dela. Fomos só três e dois gatos aos pés, mas tínhamos a mesa bonita e cheia de coisas boas que tivemos de dividir no dia seguinte porque claramente eram demasiadas para 3 barrigas apenas. Mas natal é natal, e não é a mesma coisa sem o exagero de bacalhau e doces. O meu natal foi quentinho, com muita conversa, comida, chás e filmes no sofá, foi passado na minha casa, no Porto (lá convenci a minha mãe a deixar o ninho), e por isso também foi especial.



Este natal poderia ter sido triste por uma série de razões, mas eu decidi que não ia ser. Foquei-me nas coisas boas, recebi amigos cá em casa e tive dias com almoços, lanches, passeios e conversas até de madrugada. Uma dessas pessoas entrou recentemente na minha vida, mas como já lhe seguia o blog há uns tempos sinto que já a conheço há mais, e para mim tê-la cá em casa é como ter uma amiga que já conheço há vários anos. E esta coisa de também fazer amigos novos, de conhecer pessoas que têm tanto a ver connosco e que nos fazem tão bem, também me deixou de coração mais cheio. A minha vida é boa.

Isto tudo não teria acontecido se eles não me puxassem para este cantinho onde o natal é feliz e motivo de festa. Aos que o fizeram, obrigada, este ano tive mesmo um natal bom e confesso que perceber que estava a acabar deixou-me um bocadinho triste.
Espero que o vosso também tenha sido bom, cheio de coisas boas que não têm de vir em forma só de presentes.

Posso dizer-vos que adoro o meu sócio? :p
(roubei as fotografias da minha Cláudia, porque só assim aparecemos os dois, ou as nossas mãozinhas que juntas trabalham tão bem. Se quiserem ver as fotografias bonitas do nosso jantar saltem já para o blog dela :)

um sábado e uma feira de coisas velhinhas


O trabalho vai consumindo todo o tempo que tenho, e as horas para fazer posts e para me divertir um bocadinho são todas passadas ali na casa ao lado, no We Blog You. Há umas semanas recebi uma nova amiga cá no Porto, daquelas pessoas que adorei ter cá e que espero ver muitas mais vezes, e quando ela foi embora percebi que fui mesmo estúpida por não ter levado a minha câmara aos nossos passeios, para ficar com mais recordações daqueles dois dias (ok, fiquei com uma fotografia bonita no Instagram). E este sentimento de culpa por não fazer mais aquilo que antes fazia, quando nem uma câmara decente tinha, anda a dar cabo de mim :p

O fim de semana passado foi de trabalho, mas no sábado de manhã houve tempo para ir passear a uma garagem velha cheia de coisas velhinhas também. Aproveitei este pequeno passeio com a Marta para fazer fotografias, só porque sim. Controlei-me com a carteira e não comprei nem uma coisa mas trouxe várias em imagens :p 











Esta feira foi na verdade uma reunião de lojas vintage ali numa garagem da Rua dos Bragas. Quem perdeu a feira pode sempre ir às lojas (fiquei com cartões mas não os enconto :p). 

o terceiro post do ano.


Estamos no mês 10, e os posts deste ano resumiram-se a dois.
Poderia dizer-se que as minhas promessas nunca são cumpridas, que mato, digo que não volto a matar, e depois abandono (o mal é menor mas igualmente vergonhoso). A única coisa que desta vez não me deixa tão chateada quanto nas outras, é o facto de ter estado sempre aqui, neste meu outro canto que ocupa a cabeça e o coração. Não se pode por isso dizer que estive ausente, tenho estado mais por lá, porque aqui é onde me encontro só comigo, onde sou só coração, e nos últimos meses preferi estar só com ele e comigo.

Independentemente do tempo que aqui perco, este sítio funciona como uma terapia, já cá estive e escrevi coisas que ficaram em rascunho, mas que por terem ficado escritas deixaram que o mal que me faziam fosse embora. Estou a cinco dias dos 30 e apetece-me voltar a ter memórias escritas e fotografadas, apetece-me deixar de ser parva.


Para começar a gostar da vida imperfeita, com defeitos, mas boa, publico fotografias do meu escritório que precisa de paredes pintadas de fresco e da minha Alice, que trouxe mais doçura para esta casa, e que me enche de beijos com esta língua que nunca está no sítio.


E do meu preto, que está na minha vida há uma década e este ano mostrou que até ele é capaz de mudar, de quebrar rotinas, de aceitar as coisas novas que entram na nossa vida, com calma e doçura.
Sou feliz várias vezes por dia.

desculpas há muitas




E este blog leva com elas todas. 
Nos entretantos, tenho feito imensa coisa e até tive férias. Podem ver a coisa muito resumida ali no meu outro blog que é o responsável pela minha falta de tempo para escrever por aqui.
A fotografia de cima é uma escolha de quatro fotografias de Abril, as minhas favoritas no instagram. O trabalho foi encomendado ali pela Vanessa, do Titles are too mainstream, e a escolha foi esta pelos seguintes motivos (da esquerda para a direita e de cima para baixo)...

1. Férias. Foram poucas mas boas!
2. Duas das minhas coisas preferidas cá de casa, o meu preto e estes sapatos. 
3. Pequenos-almoços que me fazem saltar da cama. 
4. Coisas que até agora estavam num álbum do Pinterest e que agora estão cá em casa (um obrigada ao sócio Fred e à ex sócia Diana pela dica, tenho uma vida recheada de pessoas fixes :p)

Tenho tido cada vez mais fotografias de que gosto bastante graças ao #desculpashámuitas. Quem quiser começar o desafio já aqui tem o mês de Maio.

Coisas das férias? Podem ler-me aqui :)

o lado menos bom das coisas bonitas













Decidir escrever ou não este post levou algum tempo. Posso até dizer que durante muito tempo a decisão foi não escrever absolutamente nada, por vários motivos, mas depois há um dia em que acordamos com vontade de dizer mais coisas ao mundo, de não fingir que está tudo bem, e esse dia foi hoje. É por isso que hoje, meses depois de ter decidido lidar com a situação de uma forma, decido fazer as coisas de forma diferente e contar a quem segue o meu trabalho, as coisas feias que ele às vezes pode ser.

Já toda a gente sabe que o mundo é um penico, mais ainda com a internet, quem trabalha neste meio e quem publica trabalho por aqui vai ser copiado mais tarde ou mais cedo, ou melhor, vai servir de "inspiração" a alguém. Acho que é aqui que está todo o problema, na noção de inspiração que as pessoas têm, mas podemos ir mais longe e falar da noção de honestidade, humildade, mas não sairíamos daqui hoje.

E o que pode ou deve fazer alguém que vê o seu trabalho copiado na casa do vizinho? Eu não tenho a resposta certa, sei que tentei fazer aquilo que achava ser o mais correcto, sem até hoje saber se o foi mesmo (já que frutos não deu). Sem grandes confusões e sem, como costumamos dizer, lavar roupa suja em praça pública, decidi enviar uma mensagem por facebook à autora da asneira já que ela até minha amiga nesta rede escolheu ser.
Falei sobre o assunto, fui o mais bem educada que consegui ser, fui humilde e disse estar muito triste com a situação que achava até desnecessária.
A resposta que tive não poderia ter sido mais desinteressada. Claro que a pessoa em questão já conhecia o meu trabalho mas existe muita coisa semelhante, e mais, cada um tem a "identidade" do próprio autor. Bem vistas as coisas ela não é uma cópia, é uma autora. Eu acho que é uma autora da cópia, mas isto sou eu que estou só muito irritada com estas coisas.

E o quê que se copia aqui?
Copiam-se idéias, vamos lá meter padrões de azulejos em cadernos. Poderíamos metê-los numas chávenas de café mas não, vamos fazer mesmo cadernos.
Copiam-se formatos, porque se a concorrência tem 3 vamos lá fazer também o A5, o A6 e o A7.
Copiam-se métodos de trabalho, mas aí a culpa só pode ser das parvas que puseram o vídeo bonito na internet.
E, mais tarde ainda, copiam-se padrões. Já que é tudo tão parecido não faz grande diferença se os padrões forem os mesmos.




O que está aqui em causa?
A falta de profissionalismo de uma colega.
Se é designer de formação deveria perceber que isto não se faz, deveria saber o que é inspiração e o que é apropriação. Deveria distinguir tanta coisa que pelos vistos não lhe foi ensinada quando estava a tirar o curso, e isto é triste.

Há quase 3 anos atrás, quando o beija-flor começou nas nossas mãos, tivemos como base um projeto universitário que levou algumas semanas a ganhar forma. Acabou por ser uma saída, uns anos mais tarde, quando foi preciso fazer qualquer coisa fora do trabalho. Ainda assim, foram várias as noites de trabalho que tivemos em 2011, a experimentar várias formas de os costurar, a perceber que técnicas usar para que eles ficassem assim com este aspecto bonito e simples que têm.
Não, não fomos ver nada destas coisas à internet e podemos dizer que assim foi muito mais divertido, pelo menos quando a coisa correu bem e conseguimos finalmente chegar a um caderno perfeito. Estávamos as duas sentadas numa mesa de cozinha, depois de um dia de 8 horas de trabalho, a tentar chegar a um resultado que nos deixasse satisfeitas. Cosemos vários cadernos, cortamos outros tantos, fizemos imensas experiências com os tamanhos dos padrões e outras tantas com o papel que escolhemos para as impressões. Chegámos a um resultado nosso.




É por isto tudo que acabei de descrever que sinto vergonha do que vejo aqui e desta colega de trabalho que não teve humildade suficiente para perceber que estava a cometer um erro, e até hoje continua a fazer este trabalho que na minha opinião é só uma grande asneira.

Posso dizer-vos que hoje, depois de ter recebido uma mensagem de um colega de trabalho, também ele concorrência mas da boa, nem consegui engolir o pequeno almoço antes de escrever este post. Não é a primeira pessoa que nos escreve a falar desta "cópia" e não poderia ser eu a única a não falar dela.
Não sei se escrever tudo isto foi o mais correcto mas estou mais leve e saiu tudo cá para fora. Um grande obrigada ao meu blog que não me deixa andar aqui entalada toda a vida.


querido 2013




Querido 2013,
quero ver-te pelas costas mas não quero correr o risco de parecer uma ingrata. Foste um gajo porreiro em muita coisa, claro que não foste em tudo mas ninguém é perfeito, seria uma parvoíce esperar isso de ti.
Quero mesmo ver-te pelas costas mas, antes de ires embora, quero agradecer-te por todas as coisas boas que me trouxeste. Tiraste-me algumas dores de cabeça e preocupações que faziam parte dos meus dias nos anos anteriores, trouxeste-me muitas pessoas boas que adorei conhecer e que fazem com que eu me sinta em casa, na "minha" cidade sempre que saio à rua e que me dão vontade de ficar por cá muito tempo. Deste-me a oportunidade de trabalhar naquilo que mais gosto de fazer e com alguém que não poderia ter sido melhor escolhido mesmo que o tivesse feito a dedo.

Estou grata, muito grata por tudo o que consegui neste ano que passou. Fora do trabalho nem tudo correu bem, perdi muitas pessoas num só ano, nem sempre fui boa amiga e não estive sempre aqui acordada para os outros como deveria ter estado. Há erros que não nos deixam voltar atrás e talvez por isso tenhas de ir embora para deixar que outro recomeço aconteça. Os recomeços ajudam um bocadinho e esta coisa de estrear um calendário novo faz parecer que tudo o resto ficou mais longe e por isso é mais suportável.

A 2014 vou pedir que me deixe ficar com o que conquistei este ano, que o faça crescer ainda mais e que me deixe resolver todas as outras coisas que me fugiram das mãos, de uma forma ou de outra.
Um obrigada muito muito especial ao sócio (ali de cima) que me arrastou para onde estou agora, que me fez fazer algumas coisas que não estaria a fazer agora se não fosse com ele, que acredita em mim mesmo quando eu só consigo duvidar.

Já mandei recados a 2013 e a 2014, agora deixo-vos um a vocês, divirtam-se muito hoje, fiquem de ressaca amanhã e continuem com a festa depois :p
Bom ano para todos!

adeus natal.



Passou mais um natal.
Por estes lados é um tema delicado porque eu tanto gosto como não gosto nada dele. Gosto de festas e gosto de juntar amigos, gosto de celebrar todo o tipo de ocasiões. Venha o aniversário, a passagem de ano, o S.João que eu estou aqui pronta para eles, mas nessas alturas podemos planear à vontade, escolher com quem vamos passar esses dias e se não for espectacular não é nenhum drama.

No natal a coisa muda de figura para quem, como eu, gostava de ter à mesa uma família grande e cheia de boa disposição. A verdade é que sempre fomos poucos e cada vez somos menos. O natal sempre foi passado com quem já estava por perto durante todo o ano, e se houve natal em que senti que aquilo era mais do que comer e receber presentes foi aquele em que vim de Barcelona depois de uns meses longe.
Sei que há muita gente que passa desta forma, com poucas pessoas, e gosta, eu sou mais esquisita e não consigo achar piada nenhuma. O que me valeu foram os dois dias de descanso no sofá. O natal também pode significar uma pausa no trabalho, uns dias extra de férias, e isso só pode ser uma coisa boa.

Este natal foi o primeiro em casa da minha mãe, a casa que é para mim a mais confortável, a seguir à minha, e isso já foi uma coisa boa. Foi passado entre três mulheres e um gato e pelos vistos vai continuar a ser assim. O remédio é comemorar a época durante o mês de dezembro com jantares e lanches entre amigos, e com trabalho bonito que nesta altura também fica todo com cheirinho a natal.
Um dia há-de ser diferente. Pode ser que venha a ter uma família maior à mesa, mais risos e parvoíces. Se assim não for desconfio que serei a senhora dos gatos e passarei a noite a ver o circo na televisão e a beber vinho com seis gatos aos pés.

Agora vem aí a passagem de ano, que eu adoro mesmo que a festa acabe por ser fraquinha. Mudar de ano é poder mudar muita coisa, poder começar de novo, comer passas horríveis, poder fazer planos e esquecer coisas más.
Adeus natal, até para o ano!