querido 2013




Querido 2013,
quero ver-te pelas costas mas não quero correr o risco de parecer uma ingrata. Foste um gajo porreiro em muita coisa, claro que não foste em tudo mas ninguém é perfeito, seria uma parvoíce esperar isso de ti.
Quero mesmo ver-te pelas costas mas, antes de ires embora, quero agradecer-te por todas as coisas boas que me trouxeste. Tiraste-me algumas dores de cabeça e preocupações que faziam parte dos meus dias nos anos anteriores, trouxeste-me muitas pessoas boas que adorei conhecer e que fazem com que eu me sinta em casa, na "minha" cidade sempre que saio à rua e que me dão vontade de ficar por cá muito tempo. Deste-me a oportunidade de trabalhar naquilo que mais gosto de fazer e com alguém que não poderia ter sido melhor escolhido mesmo que o tivesse feito a dedo.

Estou grata, muito grata por tudo o que consegui neste ano que passou. Fora do trabalho nem tudo correu bem, perdi muitas pessoas num só ano, nem sempre fui boa amiga e não estive sempre aqui acordada para os outros como deveria ter estado. Há erros que não nos deixam voltar atrás e talvez por isso tenhas de ir embora para deixar que outro recomeço aconteça. Os recomeços ajudam um bocadinho e esta coisa de estrear um calendário novo faz parecer que tudo o resto ficou mais longe e por isso é mais suportável.

A 2014 vou pedir que me deixe ficar com o que conquistei este ano, que o faça crescer ainda mais e que me deixe resolver todas as outras coisas que me fugiram das mãos, de uma forma ou de outra.
Um obrigada muito muito especial ao sócio (ali de cima) que me arrastou para onde estou agora, que me fez fazer algumas coisas que não estaria a fazer agora se não fosse com ele, que acredita em mim mesmo quando eu só consigo duvidar.

Já mandei recados a 2013 e a 2014, agora deixo-vos um a vocês, divirtam-se muito hoje, fiquem de ressaca amanhã e continuem com a festa depois :p
Bom ano para todos!

adeus natal.



Passou mais um natal.
Por estes lados é um tema delicado porque eu tanto gosto como não gosto nada dele. Gosto de festas e gosto de juntar amigos, gosto de celebrar todo o tipo de ocasiões. Venha o aniversário, a passagem de ano, o S.João que eu estou aqui pronta para eles, mas nessas alturas podemos planear à vontade, escolher com quem vamos passar esses dias e se não for espectacular não é nenhum drama.

No natal a coisa muda de figura para quem, como eu, gostava de ter à mesa uma família grande e cheia de boa disposição. A verdade é que sempre fomos poucos e cada vez somos menos. O natal sempre foi passado com quem já estava por perto durante todo o ano, e se houve natal em que senti que aquilo era mais do que comer e receber presentes foi aquele em que vim de Barcelona depois de uns meses longe.
Sei que há muita gente que passa desta forma, com poucas pessoas, e gosta, eu sou mais esquisita e não consigo achar piada nenhuma. O que me valeu foram os dois dias de descanso no sofá. O natal também pode significar uma pausa no trabalho, uns dias extra de férias, e isso só pode ser uma coisa boa.

Este natal foi o primeiro em casa da minha mãe, a casa que é para mim a mais confortável, a seguir à minha, e isso já foi uma coisa boa. Foi passado entre três mulheres e um gato e pelos vistos vai continuar a ser assim. O remédio é comemorar a época durante o mês de dezembro com jantares e lanches entre amigos, e com trabalho bonito que nesta altura também fica todo com cheirinho a natal.
Um dia há-de ser diferente. Pode ser que venha a ter uma família maior à mesa, mais risos e parvoíces. Se assim não for desconfio que serei a senhora dos gatos e passarei a noite a ver o circo na televisão e a beber vinho com seis gatos aos pés.

Agora vem aí a passagem de ano, que eu adoro mesmo que a festa acabe por ser fraquinha. Mudar de ano é poder mudar muita coisa, poder começar de novo, comer passas horríveis, poder fazer planos e esquecer coisas más.
Adeus natal, até para o ano!


parar.

depois de semanas sem tempo, e de um dia de m**** fica aqui o texto que hoje me fez parar.
preciso parar mais vezes.

"você diz: tenho dormido muito mal. a pessoa responde: ah, eu não, eu deito e durmo na hora. você diz: vou para paris. a pessoa diz: ah, nunca fui para lá. ouvir é principalmente uma atividade de troca de foco. projetar o foco na direção do outro e permitir que ele seja iluminado pelo nossa escuta. nosso ouvido deve ser como uma lâmpada, mas temos sido como eco para narciso, repetindo de forma solitária e deturpada falas que permanecem soltas num espaço sem luz."

Foco, por Noemi Jaffe

dia de preguiça























Hoje foi dia de preguiça com pequeno almoço só às onze.
Foi dia de preguiça porque houve trabalho de segunda a domingo dividido entre desenhos e workshop. Foi dia de preguiça porque hoje, em vez de alapar o rabo na cadeira logo de manhã, houve limpezas e arrumações na casa que é tão pequena mas que consegue ter desarrumação ao nível de um T4 + qualquer coisa. Agora já está tudo no sítio, não há pêlos de gato por todo o lado, há velas cheirosas e manta pelos ombros (ainda bem que não tenho um sofá daqueles mesmo bons senão a vontade seria passar lá o dia!).

Sem a casa mais ou menos organizada não consigo mesmo trabalhar. Faz-me comichão ver coisas por fazer e tenho de ter tudo mais ou menos arrumado. Por isso hoje foi dia de preguiça e começou à mesma hora mas a fazer outras coisas. Agora é hora de despachar tudo aquilo que ficou em atraso na semana passada, que foi um caos, e tentar deixar os clientes felizes (e desculpem-me aqueles que ainda estão à minha espera).

Boa semana pessoas!

*fotografia no meu instagram

Outono*


pessoas queridas fazem marmelada e partilham.
quem passa cá por casa sabe que tenho sempre comida em cima da mesa da sala. a mesa da sala nunca é cenário de revista de decoração porque há sempre uma caixa com biscoitos, um taça com fruta, frascos de compota, uma chávena perdida ou um bule com restos de chá. a mesa é para sentar e ali estar um bocadinho a petiscar, em qualquer altura do dia, e sabe-me sempre bem vê-la recheada de coisas boas para atacar quando o cansaço já pesa durante um dia de trabalho. nessas alturas salto do escritório para a sala e estou lá uns 5 ou 10 minutos, é o tempo do cigarro que não fumo.
agora tenho umas taças de marmelada que me vão ajudar a substituir os montes de manteiga que como com pão durante o dia.
obrigada Teresa*

fazer trinta menos um: o melhor presente


Faltava aqui dizer qualquer coisa sobre o meu aniversário, que foi tão bom quanto assustador. Isto de chegar aos 30 quando ainda não se tem muita coisa tomada como certa (mesmo que isso seja sempre um erro) é complicado.
Entrei em modo aniversário durante 3 dias e digo-vos, se puderem façam o mesmo. No dia 9 foi realmente o dia do meu aniversário, jantei em modo família  e no sábado fiz uma festa menos calminha para os amigos de quem tanto gosto. Foram os dois dias muito bons mesmo!
Tive dias de descanso graças ao meu sócio mais querido, e tive tempo para preparar a minha festa como eu gosto, com decorações bonitas e tudo preparado para receber as minhas pessoas. Sei que andei atrás de toda a gente a dizer para comerem e por isso peço desculpa, queria o melhor para vocês, acreditem! :p
Vou mostrar aqui todos os presentes bonitos que recebi, e algumas fotografias da festa, mas hoje vou falar do melhor presente que recebi. Tenho a certeza de que ninguém se vai importar por tê-lo eleito o melhor.


Aqui há uns meses, espetei com uma imagem de uma manta linda de morrer, feita por uma das bloggers que sigo religiosamente, na página da minha mãe com um "quero isto!". Sei que ela tem jeitinho e por isso é que a quis partilhar (pensei logo, a minha mãe fazia isto!) mas sei também que era coisa para dar muito trabalho e que ela tem mais que fazer à vida. A minha mãe  já não tem tempo para se alapar no sofá a fazer coisas à mão mas, por outro lado, é uma daquelas pessoas que adora dar-me prendas e surpreender-me, coisa que tem sido mais difícil agora do que nos tempos em que eu não tinha rendimentos e quando queria alguma coisa tinha mesmo de pedir.

Cheguei a sofrer nas mãos desta senhora. Se havia alguma coisa que ela achava que me ia fazer delirar ainda me fazia sofrer um bocadinho antes do momento de satisfação. Um ano disse-me "raquelinha, este ano a mamã e o papá não podem dar muita coisa, mas para o ano vai ser melhor" e dá-me uns pares de meias que me fizeram acreditar que naquele ano era só mesmo aquilo. A raquelinha, fofa como só ela, ainda queria largar umas lagrimazitas mas a pena pela situação dos pais era tanta que não os queria deixar tristes e aguentava. Depois vinha a bonecada e a tralha que tinha sido pedida e pronto, a minha mãe sentia que o dever de surpreender a cachopa tinha sido cumprido.
O meu mac, por exemplo, estava esgotado, só lá para fevereiro é que receberíamos a encomenda. Às 10 para a uma, depois de se terem aberto as prendas todas à meia noite e eu ter recebido uma coisa  simbólica, lá veio ele parar-me às mãos (eu devia ter desconfiado).



Este ano voltou a deixar-me de lágrima no olho, mas desta vez sem truques. Quando abri o presente e percebi que estava ali a manta, que eu por acaso partilhei no mural dela, fiquei contente e babada por ter tido esta prenda feita por ela durante noite e noites, quadradinho por quadradinho! É linda de morrer e adoro-a mais ainda por ter sido feita pela minha mãe.
E eu a pensar que não havia nada que me pudesse surpreender.


o outono mais bonito do instagram



Não, não são minhas estas fotografias bonitas. São as dos outros, que eu sigo, e para onde eu babo ou fico roída de inveja por não serem minhas. O Outono chegou e eu adoro esta mudança, mesmo que já pareça inverno e que o meu estendal tenham migrado para o meio da sala de estar.
E estas são mesmo fotografias bonitas que eu só queria deixar aqui, juntamente com os nomes das pessoas que as tiraram. Se quiserem andar bem dispostos e cheios de vontade de fazer coisas adicionem gente fixe no instagram, prometo que funciona!

de cima para baixo e da esquerda para a direita:

#jelliottblake
#megangilger
#andrewknapp
#sydneyliann

perdi a cabeça, comprei casa!

Uma casita muito em conta, de lata, mas que me obrigou a trazê-la para casa. Os dias cinzentos e frios trazem destas coisas boas, as velas e as luzinhas pela casa. Odeio luzes fortes, há quem diga que eu sou o morcego desta casa, adoro candeeiros com luzes simpáticas e velas mas no verão não há quem aguente sequer olhar para elas. Fico mesmo contente quando já posso ter destas coisas cá em casa.

Quem me conhece sabe também que gosto de casas, eu adoro casas! Podia passar a vida a mudar a minha e a dos outros, e sempre que ando na rua gosto de olhar para algumas que se deixam visitar pelas janelas (tenho limites, não me entendam mal). Acho que gosto desta casa por isso, vejo luzes a sair das janelas, e sempre posso ir sonhando com uma assim para mim, um dia...

boa semana para todos :)

"depois de amanhã acordamos mais perto do inferno"































e eu espero bem que não. espero pelo fim de setembro, e pelo paraíso!
novembro e dezembro estarão perto do inferno no que toca ao trabalho, e por isso só espero por um outubro bom, com  muito trabalho mas com dias calmos com tempo para fazer as coisas devagar e quem sabe oferecer-me 2 ou 3 dias de descanso pelo meu aniversário.
hoje foi dia de folga, dia de comprar flores, dia de ir alimentar gatos de amigas, dia de substituir pincéis e dar quatro euros por uma régua, só porque é bonita, dia de comprar mais um tapete no senhor do bolhão (ando viciada nas cores, nos padrões, e como vivo num mini T2 isto pode tornar-se um grave problema).









espero que passem um óptimo fim-de-semana. eu vou comer muito bolo de chocolate e voltar a beber chá quente.

a semana em imagens

 há quem ainda consiga estar de férias :p

 o trabalho mal sucedido desta semana (pouco tempo para lavar loiça)

 o trabalho bem sucedido desta semana.

achados nas minhas horas de moça de recados.

Setembro e visitas.

 
Setembro chegou cheio de força e as últimas semanas têm sido passadas a correr.
Se por um lado há muito trabalho, por outro há imensos planos para um futuro próximo e, entre realidade, tarefas e sonhos, vai sobrando mesmo muito pouco tempo. Esta semana que passou foi passada a fazer ginástica para não deixar o trabalho para trás e para ter tempo para dar umas voltas com um hóspede muito especial que esteve cá por casa.





Foi uma semana muito boa e este Porto, que adoro, é óptimo para passear porque está mesmo cheio de coisas bonitas. Tem havido pouco tempo para escrever por isso o mais simples foi mesmo deixar o registo dos dias em imagens.
Bom fim-de-semana!


às coisas boas

Hoje, apesar de o tempo para aqui escrever não ser muito, quero mesmo dizer um obrigada às coisas boas que me vão acontecendo e às pessoas boas que vão estando comigo. A vida consegue ser uma coisa mesmo fixe e eu, apesar de andar sempre ora cheia de energia ora a tender para a depressão (sim, tudo isto no mesmo dia, o namorado que o diga), estou cheia de vontade de fazer coisas e até já começo a planear 2014. O meu lado de velhota também vai pedindo saúdinha a todos os santinhos porque sem ela meus amigos, nada feito.

O we blog you, o meu mais novo, está cada vez com mais trabalho, a ocupar-nos cada vez mais tempo e mais espaço no coração. Muitas vezes penso na sorte que tive com o sócio. O sócio que me faz arrebitar nos dias menos bons, o sócio que me faz fazer coisas que nunca pensei vir a fazer  e que me deixa cada vez mais com a certeza que para fazer isto não haveria pessoa melhor. Depois também vão aumentando as chamadas "parcerias" que eu, pessoalmente, acho uma palavra um tanto ou quanto feia tendo em conta aquilo que de facto têm significado para nós.

Do outro lado vamos mantendo a informação actualizada. Aqui as coisas vão acontecendo mais lentamente apesar de eu ter vontade de escrever sobre mil e uma coisas e ficar danada quando percebo que os dias vão passando e eu deixo de o fazer.

Em cima, mais um dia de trabalho. Eu e o Fred fomos ver a apanha da maçã  e este dia fez-me pensar na sorte que temos e na grande volta que a nossa vida deu, quase assim, sem darmos conta.
Entrem em Setembro cheios de boa energia e percam tempo, muito tempo, a fazer aquilo que gostam!

lixo bonito




Eu no sofá, com o manual de instruções em cima, a disparar a minha cachopa pela primeira vez depois de ter esperado meses e meses por ela. Está-se mesmo a ver que o meu jeito para a coisa ainda não é muito. Tudo branco, sem se ver nadinha, e pronto, estas foram as primeiras 3 fotografias, na quarta já se via tudo! :p

tardaram mas chegaram, as fotos, tal como as férias :p



Não, não estou de férias outra vez. Estas são algumas fotografias das mini mini-férias que tirei em Julho, e que já deixam saudades e vontade de ter mais algumas. As férias foram curtas, e antes de levantar voo deixei o meu computador na clínica, a tratar da memória que lhe faltava. Posso dizer-vos que bastou deixá-lo lá abandonado em cima do balcão para me sentir finalmente de férias!
Depois vieram dias sem trabalho, sem e-mails, sem instagram, sem facebook, sem nada dessas coisas que eu tanto gosto mas que, no fundo, nunca me deixam desligar completamente do trabalho e da "rotina" dos dias. Gostava muito de poder partilhar mais coisas, mas precisava de uma grande pausa e precisava sentir-me longe de tudo o que faço todos os dias.

listas de coisas boas!





























Faço listas de coisas para fazer todos os dias, menos ao sábado e ao domingo. Mesmo que tenha de fazer qualquer coisa a um sábado, é fim-de-semana e ninguém merece ter de seguir listas ou ter o despertador a tocar ao fim-de-semana.

Hoje resolvi fazer uma lista de coisas boas, coisas que têm acontecido por cá e que me fazem sentir feliz com a vida (o que eu queria mesmo era estar na praia de papo para o ar mas pelos vistos não dá):

1. o primeiro aniversário do nosso baby We Blog You!
2. novos planos para o meu mais velho Beija-flor!
3. a compra do ano e o motivo pelo qual deixei de ir para a praia. Está quase, quase a chegar e eu mal posso esperar! (comprei com desconto, ficou mais em conta :p)
4. almoçar com esta menina e, só por isso, ter a agenda mais feliz.
5. poder ver e rever as fotografias das férias (aquela ali de cima é de um cartaz bonito que encontrei  em Barcelona)
6. ter o meu preto feliz e cheio de apetite (apesar de não poder comer muito, ter fome só pode ser bom sinal!)
7. finalmente a caixa de ferramentas foi abastecida com pregos e esta semana vão subir mais quadros para a parede!
8. quase, quase a ver em papel um dos últimos e mais bonitos trabalhos que fiz (depois mostro).
9. o post do Fred, ainda sobre o nosso We Blog You.
10. o post da Mariana, sobre ela e sobre nós <3

hora de almoço é hora de ir a casa dos outros





























fotografia da minha mini horta, ainda na bouça*

Quando trabalhava fora de casa, levava o almoço no tupperware e sentia sempre que esta hora era uma hora perdida porque, infelizmente, eu trabalhava numa zona bonita do Porto, mas que ficava longe de tudo. Com o tempo comecei a fazer coisas como ver séries ou ler um livro durante esta hora e, isso sim, lá me deixava descansar um bocado e sentir que saía dali um bocadinho.

Agora estou em casa e é ainda mais difícil fazer esta distinção entre tempo de trabalho e hora de almoço. Se páro mais de meia hora já acho que estou a abusar, e como não saio de casa sinto que estou a desperdiçar tempo se não continuar a trabalhar o quanto antes. É uma coisa a mudar porque uma boa pausa a meio do dia só pode fazer bem.
Geralmente como longe do computador, e na varanda a apanhar sol e ar na tromba, mas, aquilo que mais me distrai e descansa é ver casas, as dos outros.

Numa outra vida devo ter sido mesmo decoradora de interiores, é que isto é coisa de que gosto mesmo e sou capaz de ficar perdida de link em link sempre a querer ver mais. Quando vou na rua também me perco a olhar para janelas abertas e adoro andar de noite e ver luzinhas acesas que me deixam ver mais qualquer coisa para além da fachada dos prédios.

Para quem gosta do mesmo, ficam aqui alguns links de sites que sigo religiosamente e que me deixam mesmo chateada quando não têm casas novas para me mostrar:

http://www.designsponge.com/category/sneak-peeks
http://www.freundevonfreunden.com/interviews/
http://theselby.com/

férias, são vocês?





























Quase, quase de partida para 5 dias de férias depois de 2 anos sem as ter visto. É o que dá armar-me em carapau de corrida, querer ser trabalhadora independente e ter poupanças no banco ao mesmo tempo. Se já podia ter ido mais cedo? Poder até podia, mas o medo de ficar sem dinheiro para a renda, para o gato ou para qualquer azar que pode sempre bater à porta foi sempre muito maior. Este ano tinha mesmo de ser, até porque eu e as poupanças temos uma relação saudável. Há que as ter, mas vamos lá gozar o dinheirito enquanto houver algum porque amanhã podemos bater a bota e depois já não há tempo.

Como estou super optimista e acho que a partir de agora vou tirar sempre férias, sejam elas pequenas ou grandes, decidi começar pelo sítio que me fez feliz, que me fez muito bem cá dentro, e deixar a vontade de conhecer sítios novos para mais tarde. Apesar de não ter decidido ficar em Barcelona, depois de uma temporada de 8 meses, adoro a cidade e foi mesmo importante para mim em coisas que agora não nos interessam para nada :p
Sendo assim, e como devemos sempre voltar ao lugar onde fomos felizes, vou passar uns dias a Barcelona, passear por onde já não passeio há muito, e matar saudades!

Nas últimas férias que tirei, ainda estava eu no meu primeiro emprego a sério, tinha um calendário colado no monitor onde ia riscando os dias, tal era a ansiedade e a vontade de ter uns dias fora daquela gaiola. Se o patrão visse não havia problema, ele sabia que aquilo era tudo uma grande chatisse. Não ia viajar e ainda assim estava mortinha por ter uns dias livres. Agora vou para barcelona e estou há mais de uma semana a planear fazer a contagem decrescente na agenda e esqueço-me sempre. Ou é bom sinal ou é sinal de velhice e falta de entusiasmo (descansem, sei que é a primeira opção).

E pronto, resta-me desejar boas férias para aqueles que as vão ter já, e um bocadinho de paciência para os que ainda têm de esperar mais uns dias :)

a dica da semana!





























Compro livros pela capa, mas este comprei pela capa e pelo recheio.
As pessoas do design devem saber que livro é este, e a dica é que o podem comprar na livraria da INCM por metade do preço. Este custou-me 8€ e já o andava a namorar desde que o vi pela primeira vez.

O design editorial foi feito pelos Silva Designers e esse foi mais um motivo para trazer esta coisa para casa. Aqui há uns anos, andava eu a fazer um trabalho sobre o senhor Palla e quando fiz uma visita ao atelier e à casa do Jorge Silva, ele passou-me para a mão um CD com todas as imagens que tinha recolhido até à altura porque, dizia ele, ia fazer um livro sobre o trabalho deste senhor.
Nem é preciso dizer nada acerca da simpatia do Jorge Silva ou da minha cara de parva quando percebi que ele era mesmo um fixe. Na altura foi mesmo o que me valeu porque encontrar coisas do senhor era mesmo complicado.

Agora comprei o livro com imagens das dezenas de capas de livros que ele desenhou e quando olho para esta, feita no atelier, fico com inveja por não ter sido eu a fazê-la, por ser tão bonita!
Os livros são todos sobre designers ou ateliers de design que fazem trabalho do bom, e todos portugueses, o que é bom para podermos conhecer a história do design português que parece sempre tão perdida.

A livraria da Imprensa Nacional Casa da Moeda está na Praça dos Leões, mas estes com desconto estão na que abriu recentemente na rua José Falcão.

gato preto é sorte ♡







































Quando nos acontece qualquer coisa má temos sempre a tendência de pensar que só a nós nos acontecem coisas horríveis, que não temos mesmo sorte nenhuma, que a vida é uma merda e por aí fora.

Tenho tido sorte em muita coisa, apesar de coisas menos boas acontecerem também, mas houve uma que me fez começar a pensar neste tipo de coisas.
O meu gato, o meu preto do coração, ficou doente. Hoje ainda não sabemos o que tem mas há uma de duas hipóteses, ou tem um tumor no cérebro ou epilepsia adquirida apesar de já ter quase 9 anos.
Este rapaz é preto, e há muita gente que não quer gatos pretos por "trazerem má sorte". Já teve problemas nos rins duas vezes, a despesa não foi pouca, e é sensível como o raio ao ponto de ficar deprimido se passa um dia inteiro sozinho.

Hoje de manhã, em vez de pensar que me aconteceu um azar muito grande, virei a coisa ao contrário e pensei que foi uma sorte este preto vir parar às minhas mãos.
São muitos os animais abandonados quando os donos descobrem que têm estas doenças, que para além de serem difíceis de lidar ainda implicam muitos gastos extra. Eu, que fico chorona quando leio casos de animais abandonados, e que por minha vontade trazia tudo para casa, tenho a sorte de poder tratar de um que iria ter o mesmo fim, nada feliz.

O meu preto vai ter de tomar medicação todos os dias, não vai poder ser deixado sozinho mais que 12 horas e vai ser muitas vezes uma preocupação e um aperto cá dentro sempre que tiver uma convulsão. Temos de assistir sem nada podermos fazer e ficar à espera que páre para lhe darmos os mimos do costume, que ele tão bem sabe agradecer. Mas na verdade este compromisso sempre existiu, ele nunca foi um acessório, nunca lhe dei mais atenção apenas quando me dava jeito e por isso não vai mudar muita coisa a partir de agora.

Vou arrebitar, sentir-me feliz por saber que melhores cuidados e mimos ele não poderia ter, e tentar habituar-me a tudo isto que é novo e custa um bocadinho grande. Também é preciso andar feliz e contente para trabalhar muito e conseguir  pagar exames e medicação. Como estou habituada a abdicar de umas coisas para ter outras o exercício não há-de ser difícil. Olhar para o que é pesado de uma forma leve, e encarar os azares como a maior sorte da vida, é o exercício desta semana e dos próximos meses. 

Desistir (não) é uma coisa feia


Custa, pensamos e repensamos em formas de não desistir de nada e continuar o caminho, com tudo aquilo que escolhemos para fazer parte das nossas vidas, e vamos fazendo as coisas todas, por vezes menos bem e de forma mais apressada, mas sem nunca desistir. Somos educados a pensar que desistir não é uma coisa boa e que por isso deve ser sempre a nossa última hipótese depois de terem vindo todos os esforços para travar tal desgraça.
Agora vi-me a desistir de mais uma coisa, que foi importante para mim, e daí veio toda esta reflexão acerca do assunto.

Já desisti de muita coisa. Desisti da natação, do ginásio, do basket, do yoga, desisti do primeiro agrupamento que escolhi na escola, desisti do meu blog, desisti das aulas de materiais na universidade, desisti de algumas amizades, desisti de viver em barcelona e desisti do meu primeiro emprego como designer, só para enumerar algumas.
A verdade é que sempre me perseguiu esta coisa de que desisto facilmente das coisas apesar de não ser regra. Deveria ter desistido do meu primeiro namorado lá muito para trás e não o fiz, mas isto é só azar ou burrice para alguém que tem tanta facilidade em desistir.

Por causa desta minha habilidade para a desistência os nomes que dou às coisas tendem a mostrar a minha vontade para que durem por muito tempo!
“Maisde365@gmail.com” é o nome que dei ao meu e-mail, isto porque o criei quando fiz o meu primeiro portfolio e queria por tudo que o design fosse uma coisa que eu fizesse mais do que durante 365 dias, que era a duração que tinham todas as outras coisas antes de terminarem.“Prometo que não te mato outra vez”, o nome deste blog, dado depois de o ter assassinado em mais um dos meus ataques de desistência.

Vão fazer quase 2 anos que estou por minha conta  e risco, e foram algumas as coisas que fui fazendo para ocupar o meu tempo e pagar as minhas contas. O Beija-flor nasceu, a Maçã de Adão também, e o We Blog You foi o terceiro dos 3 filhos. Enquanto geria tudo isto ainda fazia outros trabalhos de design.
Para mim é mesmo muito importante fazer as coisas com calma, com pressas só em dia de entregas, e com tempo de sobra para perder no processo de trabalho, em pesquisas e comigo! Gosto de ter tempo para mim, de poder dormir bem, de poder passear e de poder fazer outras coisas como tratar das plantas, ler e dar mimos ao gato. Com tanta coisa em mãos, claro que iria chegar o dia em que ou tudo terminava e corria mal, ou um deles exigia mais de mim ao ponto de eu ter de abdicar de outros, e esse dia chegou.

Como às nossas raízes não podemos fugir e como parece que o design vai durar mais do que apenas 365 dias por ano, tive de tomar a difícil decisão de abandonar um projecto que me fez muito bem e que me deu oportunidade de fazer coisas giras que nunca pensei poder fazer, a Maçã de Adão. Arrastar quase 4000 pessoas para uma página, onde tudo o que lá havia eram coisas feitas à mão por mim e pela Diana, foi um orgulho e deixou-me muito mas muito feliz.

Felizmente, o design gráfico vai ocupando cada vez mais espaço na minha agenda e, como isso envolve muita dedicação, muito trabalho e cada vez mais estudo e tempo para ele, foi preciso deixar de lado um projecto e deixá-lo viver ainda que sem a minha participação.
Vou encarar esta desistência como uma prova do meu profissionalismo (para não desatar a chamar-me de estúpida para cima), e como um acto de coragem. Toda a gente sabe que abdicar de alguma coisa é difícil, adivinhar o sucesso dessa mesma coisa sem a nossa presença não é fácil, e por isso mesmo é preciso pensar muito e acima de tudo sermos honestos connosco. A Maçã de Adão vai continuar pelas mãozinhas da Diana que é aquela que vive e respira estas coisas. Eu era de facto uma óptima costureira, de vez em quando também tinha umas idéias decentes, mas o meu peixe é outro e a minha vontade de lhe dedicar mais tempo e de ser cada vez melhor é muita.

O lado bom foi ter tido a certeza absoluta, depois de 5 anos da licenciatura terminada e de algumas dúvidas, de que não me vejo a fazer outra coisa na vida e que sou designer de coração. Quero aprender cada vez mais, quero trabalhar mais com papeis, letras e desenhos, e quero dedicar-me a 100%  aos trabalhos que me vão passando por confiarem em mim.
 Dito isto, que venham trabalhos diferentes e bons porque eu aborreço-me com facilidade apesar de andar nisto há uns anitos.

Que a Maçã de Adão tenha muito sucesso e que os dois sócios que deixei sejam muito felizes com ela.

presentes bonitos

  Bonito porque me foi oferecido por um cliente muito querido e que apesar da distância e do pouco que me conhece, conseguiu escolher um presente que adorei!
Recebi este diário, vindo do Brasil e cheio de surpresas bonitas no interior, e vai ser à conta dele que vou recomeçar a escrever para mim como fazia quando era catraia :p

O diário está dividido por partes que o vão tornar ainda mais divertido de preencher, e assim arranjo mais uma coisa para fazer quando não estiver a trabalhar nos blogues dos outros e em coisas sérias.
Eu e o Fred dizemos sempre que um blog é bom para aprendermos a contar histórias, e saber contar histórias é bom para comunicarmos melhor com aqueles que nos rodeiam. Quem não se sente à vontade para escrever para pessoas e quem não gosta de o fazer, pode e deve optar por um diário pessoal.  

Deixo-vos aqui algumas fotografias para perceberem como é bonito o meu diário que veio do outro lado do oceano :)




Obrigada, Renan!


desta vez, o que eu perdi





Falo muitas vezes das coisas boas que tenho por trabalhar em casa e muitos de vocês devem achar que o que ganhei foi só mesmo isso, coisas boas. Outros acharão que sou uma gabarolas e que isto nem deve estar a correr assim tão bem.
Como de facto nem tudo são coisas boas, e como geralmente só se falam dessas, resolvi escrever sobre aquilo que perdi para ganhar aquilo que hoje tenho.

Depois de ter deixado o emprego que tinha em 2011, e de o ter decidido fazer por achar que se a coragem não estivesse comigo naquela altura nunca mais estaria, tinha algum dinheiro de parte que me permitiu continuar a viver no Porto até encontrar outro emprego.
Lembro-me da minha mãe me ensinar que se tens 10 no bolso gastas 5, e a verdade é que comecei a fazer mais ou menos isto quando comecei a trabalhar e foi uma ajuda.  Nos primeiros meses, depois de largado o emprego, vivi à conta das poupanças que tinha feito, pagava renda e contas e o resto era tudo muito controlado, e posso dizer que foi assim desde o final de 2011 até ao final de 2012.
Comecei com o Beija-flor, que em termos financeiros era um part time, depois a Maçã de Adão que já foi mais uma ajuda, e de vez em quando um trabalho ou outro de design. Mais tarde ainda surgiu o We Blog You. Mas se havia meses bons, havia outros que não eram assim tanto e tive de recorrer ao meu "pé de meia" muitas vezes. Ganhar um ordenado mínimo era uma alegria, por isso já podem ver mais ou menos como era o estado dos meus rendimentos nos restantes meses. Mas, apesar de tudo isto, percebi que valia a pena o esforço, que enquanto esta situação continuasse a melhorar, ainda que fosse pouco, era motivo para investir mais. Passei alguns meses estagnada, mas acreditava que era isto que queria fazer e que o tempo que estava a investir era isso mesmo, um investimento. Ganhava, gastava o necessário e se havia a mais metia de lado.

Como tenho muito medo de perder o controlo das coisas, ficar sem nada e ter de voltar para a casa da mãe (essa coisa segura pelo menos tenho), tive sempre a preocupação de ir mantendo o dinheiro que tinha de lado lá mesmo, de lado. Quando ganhava mais, em vez de ir passar umas férias que também merecia, voltava a meter o dinheiro quietinho para o caso de surgir alguma emergência ou falta de sorte. Li uma vez num artigo que quem trabalha por conta própria deve ter de lado 6 vezes o valor que precisa para viver num mês, e a verdade é que ter pelo menos essa margem deixa-me mais calma e menos assustada com isto da instabilidade (se as senhoras disseram é porque é verdade!). Muitas vezes até fazemos muito trabalho mas que  é pago meses depois de o termos começado e, se não há nada de lado não temos como pagar as contas que chegam certinhas todos os meses.

Deixei de ter dinheiro para férias, festivais de verão, compras, saídas despreocupadas. Não tenho carro nem tenciono ter tão cedo, tenho um mac com 7 anos e a arrastar-se um bocado e tenho uma coisa que tira fotografias com mais anos do que o mac e que não vale muito.
Adoro promoções, quando a comida do gato está barata compro imensa de cada vez, isso e garrafas de azeite. Desde janeiro prometi a mim mesma que não ia comprar roupa até ao fim deste ano, para não desperdiçar. Como trabalho montes de tempo em casa acredito que a roupa que ali tenho é mais do que suficiente e em vez de perder tempo a passear em lojas tenho feito outras coisas que no final de contas me deixam mais feliz.

Afinal isto não é assim tão giro, pois não? :p

Para não acabarmos isto de forma deprimente posso dizer-vos que 2013 está a ser simpático comigo, há mais trabalho e as coisas melhoraram muito relativamente ao ano passado. Se antes só podia gastar dinheiro em coisas essenciais como água, luz, alimentação e renda, hoje posso comprar cortinas e almofadas novas cá para casa (vejam lá o luxo), este ano provavelmente poderei tirar férias e comprar mais umas quantas coisas que me dão jeito e que quero muito, como uma câmera para tirar fotografias decentes :)


os amigos, as coisas bonitas e o orgulho



























Oh Honey no Breyner85, fotografia da Su e edição do Fred.

Depois de ter começado a trabalhar aos fins-de-semana, aqueles em que o trabalho não me obrigam a ficar em casa são para aproveitar ao máximo. Aquilo que mais gosto de fazer é ir ali ao parque ou ao palácio, deitar-me na relva e não fazer nada a não ser fugir dos pavões quando estes macacos se atrevem a vir para muito perto de mim.
No fim-de-semana passado já houve um aniversário para nos arrastar uma tarde inteirinha para o parque da cidade, e depois de chegar a casa às 21h cheia de sono e de preguiça houve uma coisa que me arrastou do sofá para a rua mais uma vez, o Fred e mais uma coisa bonita que anda a fazer quando não faz fotografia, vídeos ou design.

Fomos ali ao Breyner 85 ver e ouvir os Oh Honey, pela primeira vez, e em modo intimista. Que o Fred canta bem já eu sabia mas isto é mais do que cantar ali uma músicas no youtube :p
A certa altura parecia uma irmã mais velha babada e emocionada por estar a gostar tanto de o ver em cima do palco a cantar coisas bonitas que dão vontade de pôr os pézinhos a mexer e cantar com eles (um dia quando eu souber as letras de cor...)
A maior das surpresas foi ver a Raquel ali ao lado a fazer parte do mesmo projecto. Canta bem que se farta e só de a ver abanar as ancas dá voltade de abanar as nossas também.

Estou feliz por estarem a fazer tudo isto, e estou feliz por ter amigos que me vão fazer companhia cá em casa! A banda está de parabéns e, por isso, despachem-se lá para podermos ter música disponível aqui deste lado.



E se toda a gente trabalhasse em casa?


... era a pergunta num artigo de um jornal. Falava-se do comodismo daqueles que trabalham em casa, da falta de vontade de trabalhar e acima de tudo na solidão. Dizia-se que trabalhar em casa nos mantém muito à parte do resto da comunidade, e que é uma sorte sermos poucos, caso contrário a forma de nos ligarmos uns aos outros iria ser muito diferente e poderia mudar toda uma sociedade.
Para provar isto falavam dos espaços que começaram a surgir, de coworking, onde várias pessoas que trabalham por conta própria se juntam para não terem de se suportar só a elas mesmas em casa.

Adoro a ideia de termos um espaço com montes de criativos, acho que aprendemos mais acompanhados do que sozinhos e defendo com unhas e dentes o trabalho em equipa, no entanto isso nem sempre se consegue só com um espaço de trabalho partilhado. Acho-o importante para quem não consegue ter muito espaço em casa, e para quem precisa de sair de casa para se concentrar no trabalho, mas não o acho  necessário para conhecermos pessoas novas e estarmos com elas com frequência.

Trabalho em casa há quase dois anos e nunca tive dias tão diferentes nem trabalhei com tanta gente como agora. Se era verdade que antes, na empresa onde estava, via sempre 4 pessoas logo a partir das 9 da manhã, a verdade é que os dias ficavam só mesmo por aí, eram essas 4 pessoas e eu. Agora tenho 3 sócios mas não temos de levar uns com os outros 8 horas por dia seguidas. E para além destas pessoas ainda saio para cafés e lanches de trabalho com amigos, mesmo que o trabalho que tenhamos para fazer não seja o mesmo, dividimos mesa. Vejo muito mais gente do que via antes, e posso aproveitar esse tempo ao máximo, coisa que antes só me era permitida ao fim do dia e quando eu já queria tudo menos trabalhar.
Raros são os dias em que não saio de casa, há sempre qualquer coisa para fazer na rua, seja compras de material ou impressões, e depois lá se fica mais uma hora ou duas para aproveitar o sol e tomar um café. Esta falta de rotina só me tem feito bem, e o facto de poder levantar-me e adiantar trabalho sem ter de sair de casa é óptimo.

Uma das coisas que me ajudam é ter espaço de lazer e de trabalho separado, e quanto a isso tive a maior sorte do mundo por poder ter isso tudo em casa. Sala, quarto e escritório. Assim sei que quando aqui estou sentada na minha mesa é para trabalhar e despachar tarefas, e mantenho-me mais focada. Em dias mais relaxados trabalho na sala, onde o sol bate com mais força mas onde a preguiça e o conforto me fazem ficar mais lenta e menos produtiva. Mas posso escolher! E como já não sou uma criança não preciso do chefe atrás das costas a dizer que tenho de fazer isto ou aquilo, eu sei o que preciso fazer. Quando não tenho trabalho também posso ir fazer outra coisa qualquer e não preciso esperar que batam as 18h para me levantar da cadeira.

Se calhar o que existe é uma ideia da casa portuguesa que pode já não corresponder muito bem ao que se vai passando hoje. A casa com a televisão ligada todo o dia, e com um rabo alapado no sofá a ver os programas da manhã e da tarde. Cá em casa nem televisão tenho. Tenho o aparelho para ligar a um leitor de DVD mas não o tenho ligado a nenhuma antena. Na minha casa tenho o sofá para ler, ver um filme ou descansar. Quando não estou a fazer umas destas coisas trabalho, arrumo ou aproveito simplesmente o tempo e ando ali na varanda a dar mimos ao gato. 

Nem todos somos iguais e muitos de nós precisam de um empurrão para fazer coisas. O que queria mesmo explicar é que o facto de trabalhar em casa só me trouxe mais amigos e mais tempo para estar com eles, e que se as pessoas tiverem vontade de estar com as outras isso vai acontecer sempre.

*A fotografia de cima era do meu antigo trabalho, a vista para o rio era agradável e o monitor era bem mais fixe do que o meu mas, ainda assim, não era melhor do que a vida que tenho agora :)


o dia de todas as mães, e da minha também



O meu dia foi passado em trabalho e o dela em viagem. Ainda assim foi impossível não me lembrar do dia da mãe e ainda ontem falámos disso cá em casa, eu e as pessoas queridas do último We Blog You. Falávamos de mães, das diferenças que temos, mas acima de tudo do amor incondicional que nos têm e da maior parte das vezes que não mostramos que também o temos.
Hoje, e sabendo que ela gosta de mimos e que não os teve, vou deixar aqui coisas que me ensinou, ainda que não sejam todas. Espero poder aprender mais até ela ser velhota e estar xexé.


· A minha mãe ensinou-me a andar de bicicleta.

· A minha mãe ensinou-me a coser, a bordar e até a fazer tapetes de arraiolos.

· A minha mãe ensinou-me a não ter medo de nada nem do que por aí vem. Ensinou-me a ser corajosa e a andar para a frente mesmo quando tudo parece querer que andemos para trás.

· A minha mãe ensinou-me que quando me batem eu devo devolver a porrada, a dobrar :p

· Aprendi com ela que roer as unhas é feio.

· A minha mãe ensinou-me que o mimo é das melhores coisas da vida (e eu devia dar-lhe mais e não deixar tudo para o namorado e o gato).

· A minha mãe ensinou-me a correr atrás das coisas e sempre me disse que não há sonhos impossíveis, há simplesmente trabalho que não pode deixar de ser feito e, se o fizermos, as coisas acontecem.

· A minha mãe ensinou-me a cozinhar, e ensinou-me tão bem que eu hoje faço arroz melhor do que ela.

· A minha mãe mostrou-me que por mim faz tudo quando me deu o meu gato preto, mesmo quando a última coisa que queria era ter coisas de quatro patas em casa.

*A minha mãe é a melhor que eu poderia ter tido, sempre fez tudo por mim, é a minha melhor motorista, a minha fornecedora de electrodomésticos, e diz que vai ser sempre minha amiga mesmo que um dia todos os outros deixem de o ser.
Tinha aqui mais umas coisas, mas podem ficar para o ano que vem.

beijinhos mã




♡internet



no instagram >> 1. @donnaganaipa    2. @agraziela    3. @elsiecake   4. @sandrajuto


Que eu sou uma apaixonada pela internet, e por todas as coisas boas que ela vai fazendo por mim, já toda a gente sabe. Tenho conhecido pessoas que adoro e que aos poucos se vão tornando amigas, tenho feito trabalhos que seriam impensáveis se eu não andasse sempre por aqui, e tenho visto coisas bonitas todos os dias mal acordo e bebo um café.

Quando era pequena escrevia diários a torto e a direito e a coisa era mesmo levada a sério. Lembro-me de passar horas a fazer esboços e esquemas para explicar melhor aquilo que queria dizer e depois passar finalmente para o diário. Eu e a prima maluca que me acompanhava nestas coisas chegámos mesmo a fazer plantas de casas nos nossos diários. Hoje adoro voltar a ver essas páginas, e tenho pena de já não conseguir escrever sobre a minha vida como antes o fazia, de forma despreocupada e completamente transparente. Gostava de registar mais coisas, de um dia mais tarde poder voltar atrás e saber quais eram as minhas alegrias ou as minhas preocupações e o que vai mudando durante a vida e à medida que vamos envelhecendo. 
Adoro recordar apesar de não me achar uma profunda saudosista. A verdade é que gosto mais do presente do que do passado e adoro fazer planos para o futuro.

Em 2008, quando comecei o blog, ele serviu para registar coisas da minha vida ainda que não fosse no formato papel e ainda que não escrevesse grandes textos sobre os meus dias. Mais tarde comecei a guardar memórias em fotografias e tenho hoje uma pasta que se chama diário, que adoro visitar muitas vezes, e que tem fotografias ainda do tempo em que estudei em Aveiro ou vivi em Barcelona.
Hoje vou usando o instagram e adoro. Gosto de fotografar as minhas coisas, claro, e só tenho pena de não poder ter mais qualidade nas fotografias... grrrrrr
Mas, ir mostrando o que vou tendo à frente dos meus olhos e poder acompanhar momentos do dia-a-dia de pessoas que gosto, é mesmo bom. Adoro partilhas, adoro este lado de diário que o instagram nos dá, e fico sempre um bocadinho mais feliz quando vejo coisas bonitas aqui neste pedaço de monitor.

As fotografias de cima não são minhas, vieram cá parar porque hoje foram as mais bonitas que encontrei e por várias razões. Posso só dizer-vos que a nº2 fez-me logo sorrir porque tenho aquele livro desde pequena e já nem me lembrava que existia.

P.S.: Queridos profissionais da fotografia, não fiquem irritados comigo, não me acho fotógrafa nem é isso que quero ser. Se me quiserem seguir no intagram sou esta:  
@a_raquel_ja_tem_instagram
e o meu nome é este porque durante muito tempo não pude fazer parte desta coisa fixe. O instagram só existia para iphones e eu sou uma pessoa muito humilde. Quando a coisa aconteceu foi uma alegria :p

Março já está no fim, e o mês trouxe algumas coisas boas, umas ainda por desvendar, uma delas foi o trabalho do nosso We Blog You com a Clix.
Ainda assim, e com coisas boas a acontecer,  preciso de mais energia. Demoro muito tempo a fazer tarefas simples e ando pouco animada no dia-a-dia. Isto tudo deve fazer-se sentir por causa deste tempo que não melhora, não arrebita e já me deixa mesmo cansada. Todos os dias, em conversa com amigos, falamos da falta de sol. Já estou mesmo a desesperar, preciso de bom tempo, já!

Mas, como nem tudo é mau, depois tenho dias de trabalho como os que podem ver ali em cima, que animam qualquer um e trazem um bocadinho de luz a estes dias cinzentos. Ontem o dia foi passado em conversa com a Ana dos Petiscos e Miminhos, e fartamo-nos de comer. No entanto, e apesar de não parecer, tudo isto foi trabalho e na próxima semana podem saber mais acerca desta nossa visita.
Depois, e de barriga cheia, tive direito a conversa e café com a Raquel, que me fez dizer coisas que não digo a qualquer um, disse até a muito poucos, o que é bom! Lição a retirar daqui, quando não quiserem falar de certas coisas sentem-se longe desta menina, ela faz-nos desbobinar acerca de muita coisa. Mas eu gostei muito da conversa e foi uma óptima forma de acabar o dia de ontem.

Boa páscoa para todos, ou seja, comam montes de doces!

As fotos ali de cima...
1. fruta cá de casa
2. brunch na casa bonita da Ana
3. a minha agenda 
4. o meu Porto :)


As lojas online e as relações complicadas



Quando temos uma loja online, ou no meu caso duas, e nos chegam pedidos para colocarmos as nossas ricas coisas à venda em lojas ou uns quantos convites para entrevistas e artigos em revistas, a primeira reacção é pura felicidade. Ficamos contentes porque há alguém que gosta do nosso trabalho ao ponto de o querer na sua loja ali na rua, ficamos contentes porque as coisas que fazemos com tanta dedicação vão sair numa revista e milhares de pessoas vão saber que existimos. Mas a verdade é que nem sempre tudo corre bem, e aprender a lidar com as falhas que muitas vezes acontecem é na maior parte das vezes difícil, mas é uma coisa com a qual se aprende a lidar. Mais do que aprender com as falhas o melhor é aprendermos a criar mecanismos que as evitem e que nos poupem tempo e trabalho. Entre beija-flor e maçã de adão, eu a Diana e a Su, já passámos por muita coisa que gostaríamos de poder ter evitado. No entanto gosto de pensar que tudo o que correu mal só pode servir para aprendermos a fazer ainda melhor. Neste post vou escrever sobre algumas das coisas que nos têm acontecido. Não vou mencionar nomes porque não é esse o meu objectivo, a ideia é poder passar a experiência para aqueles que têm ou querem vir a ter uma loja online. Os mais invejosos podem também ficar a saber que a minha vida não é assim tão fixe e podem virar-se para outro lado.  

A revista x quer fazer um artigo sobre nós e só nos pede para entregarmos as peças ali na redacção
Sem problema. Nós que andamos sempre na rua a comprar materiais para esta ou aquela encomenda temos disponibilidade para passar ali na rua e deixar umas quantas peças para serem fotografadas. Não vale a pena vir o fotógrafo lá a casa, ou a jornalista, levantar meia dúzia de coisas. Não nos custa nada, nós passamos lá e deixamos as coisinhas... mais ainda, passamos para levantar também, afinal não custa mesmo nada. Não façam isto, nem que a redacção fique na porta ao lado. Se calhar já estão desse lado a pensar que a nossa simpatia passou os limites, mas nós na altura pensámos que era uma coisa natural. Depois de tanta trabalheira a ir levar e levantar, e no entrentanto que ficamos sem as peças para vender e entregar a clientes, o artigo não saiu na revista. Para além do artigo não ter saído, a jornalista nem teve a preocupação de nos dizer que as nossas coisas não iam parar às páginas da revista. Depois deste episódio a nossa disponibilidade para este tipo de coisas passou a vir em doses mais moderadas e quem precisar de alguma coisa da nossa parte terá de vir ter connosco, ao nosso atelier. É que se nós ganhamos com um artigo, a revista também ganha connosco. Sem conteúdos é que ela não sai. E se não é um favor que nos fazem o ideal é cada uma das partes fazer o seu trabalho e não haver aqui moças de recados.

A loja y quer ter as nossas peças à venda na loja, mas à consignação 
Pois é, isto é tudo muito lindo mas assim quem perde tempo a fazer as peças, quem investe material nas peças e quem empata as peças na loja somos nós. Claro que a loja paga a renda e alguém tem de estar ao balcão, mas não é isso que é suposto acontecer e não foi isso que aconteceu desde sempre? Quem abre uma loja não terá de comprar produtos para a loja? Quando não se vendem há que os despachar mais tarde com descontos e afins. E por isso mesmo, por haver um investimento grande por parte do lojista, é que se fazem preços de revenda. Mas não se espantem se vos chegarem pedidos à consignação, e vos perguntarem ao mesmo tempo pelo preço de revenda. Não se espantem também se tiverem de pagar pelo envio das peças para a loja, ou se vos estragarem coisas e não as quiserem pagar. Solução, apresentem sempre duas propostas, ou revenda ou consignação, e tenham sempre regras diferentes para as duas. Pensem em formas de não se prejudicarem e de ganharem sempre qualquer coisa, afinal o trabalho é vosso. Apesar de tudo o que disse temos algumas lojas com peças nossas, mas só porque funcionam bem. Seja pelo bom carácter da pessoa em questão, pela proximidade que tem connosco mesmo a nível geográfico (não temos custos com envios e podemos sempre levantar as peças quando necessário, etc...) São poucas, mas existem! :)

 Lojas que fecham e não pagam
A loja era espectacular, ficava numa das ruas mais concorridas do Porto, o conceito era diferente a equipa super empenhada e boa onda... pois, era isto tudo e nós andamos para trás e para a frente com peças, com material para comunicar a marca na loja (nem isso eles podiam fazer porque quem é espectacular tem pouco tempo) e no fim para além de nos terem estragado 2 peças não nos pagaram as outras que venderam. Fecharam portas e pronto, assunto resolvido. Conclusão... para além de todo o trabalho que não nos competia ter ainda perdemos dinheiro e vamos ter de resolver isto perdendo ainda mais tempo e com algumas dores de cabeça. O ideal é assinarem um contrato, ou terem tudo comprovado por e-mail. Caso contrário não terão provas de nada e será muito difícil resolverem a questão. Os contratos ainda são uma coisa que assusta um bocadinho, e que não costumamos usar com frequência e isto tem mesmo de mudar. Quem não tiver intenções de vos passar a perna ou de vos ficar a dever o que quer que seja não se vai importar em assinar um contrato. Se não o querem fazer desconfiem logo e nem percam mais tempo com o assunto.

E pronto, isto é uma pequena parte das coisas más que nos vão acontecendo. Nem todos os dias acontecem coisas boas. Se tiverem coisas para partilhar agradeço :)







Na semana passada fui fazer o teste das cores à Pretty Exquisite. Para quem nunca ouviu falar dele, vou tentar explicar o que é e as coisas boas que nos traz.

O teste das cores ajuda-nos a perceber que cores nos favorecem, nos tiram o ar de doente, as olheiras e as manchas da cara. Todos nós temos tons de pele diferente, e são estes tons que definem que cores são as melhores para nós, mesmo que isso não vá de encontro ao nosso gosto. Sendo assim, é meter junto à tromba todas as cores que nos favorecem e já ficamos com melhor ar :p

O teste é feito em 3 fases diferentes, onde percebemos se o nosso tom é quente ou frio, mate ou luminoso e escuro ou claro. São 6 variantes e as combinações podem ser muitas. No teste, a Diana Vinha coloca-nos vários tecidos à volta do pescoço e vamos percebendo aos poucos, o que somos nós em termos de cores.  E percebemos mesmo porque ela não nos diz nada e as cores dizem tudo! Posso dizer-vos que os resultados surpreendem mesmo. Parece que temos um espelho com filtros à frente, a nossa cara muda e vai ficando mais luminosa e uniforme, ou menos, consoante as cores que ela nos coloca perto do rosto. E se ela não estivesse ali ao lado eu diria que estava junto ao quadro da luz a mudar ali qualquer coisita.

Sigo muitos blogues, mas não sigo blogues que não tenham por trás alguém que seja apaixonado pelo que faz e tenha muita, muita experiência comprovada na área, seja através de formação ou de empenho no trabalho. O blog da Pretty Exquisite, e das manas Vinha, é bom e especial porque elas sabem do que falam e não fazem dos clientes espelhos delas próprias. O que nos dizem não são meras opiniões,  e este teste das cores é mais uma prova disso mesmo.

Adorei o meu teste porque o resultado foi os tons que mais gosto! Sou fria, mate e clara, e a minha paleta de cores é esta que vem aqui em baixo.


Recebemos uma paleta de cores para auxiliar a nossa memória em caso de falha, e acredito que é uma grande ajuda para aquelas pessoas que não têm tanta sensibilidade para a cor. Mas como diz a Diana, se o teste não corresponder  ao nosso gosto, há sempre forma de o contornar e ela também dá umas dicas nessa parte.

Esta semana vou redesenhar as paletas de cores da Pretty Exquisite para ficarem ainda mais bonitas :)










Na semana passada cumpri um dos pontos da minha lista de resoluções para 2013, que para além de ter um "comer mais fruta", incluía começar a trazer cá para casa trabalho das pessoas que admiro.
Não é tarefa fácil para quem tem um orçamento baixo como o meu, e por isso mesmo aproveitei a época de saldos que a Maria Herreros fez no site (vejam se ainda apanham qualquer coisa) e mandei vir a minha Karen, vocalista dos Yeah Yeah Yeahs, que me fez companhia muitas vezes, e que adoro!

Muita coisa boa está a acontecer, e às vezes apetece-me dar pulinhos de alegria. Mas mais não vou contar, não vá o diabo tecê-las... Por agora vou continuar a fazer as coisinhas das minhas listas diárias e esperar que tudo corra bem, que a sorte tenha vindo para ficar, e meter mais um prego ali na parede para pendurar esta coisa bonita.