Março já está no fim, e o mês trouxe algumas coisas boas, umas ainda por desvendar, uma delas foi o trabalho do nosso We Blog You com a Clix.
Ainda assim, e com coisas boas a acontecer,  preciso de mais energia. Demoro muito tempo a fazer tarefas simples e ando pouco animada no dia-a-dia. Isto tudo deve fazer-se sentir por causa deste tempo que não melhora, não arrebita e já me deixa mesmo cansada. Todos os dias, em conversa com amigos, falamos da falta de sol. Já estou mesmo a desesperar, preciso de bom tempo, já!

Mas, como nem tudo é mau, depois tenho dias de trabalho como os que podem ver ali em cima, que animam qualquer um e trazem um bocadinho de luz a estes dias cinzentos. Ontem o dia foi passado em conversa com a Ana dos Petiscos e Miminhos, e fartamo-nos de comer. No entanto, e apesar de não parecer, tudo isto foi trabalho e na próxima semana podem saber mais acerca desta nossa visita.
Depois, e de barriga cheia, tive direito a conversa e café com a Raquel, que me fez dizer coisas que não digo a qualquer um, disse até a muito poucos, o que é bom! Lição a retirar daqui, quando não quiserem falar de certas coisas sentem-se longe desta menina, ela faz-nos desbobinar acerca de muita coisa. Mas eu gostei muito da conversa e foi uma óptima forma de acabar o dia de ontem.

Boa páscoa para todos, ou seja, comam montes de doces!

As fotos ali de cima...
1. fruta cá de casa
2. brunch na casa bonita da Ana
3. a minha agenda 
4. o meu Porto :)


As lojas online e as relações complicadas



Quando temos uma loja online, ou no meu caso duas, e nos chegam pedidos para colocarmos as nossas ricas coisas à venda em lojas ou uns quantos convites para entrevistas e artigos em revistas, a primeira reacção é pura felicidade. Ficamos contentes porque há alguém que gosta do nosso trabalho ao ponto de o querer na sua loja ali na rua, ficamos contentes porque as coisas que fazemos com tanta dedicação vão sair numa revista e milhares de pessoas vão saber que existimos. Mas a verdade é que nem sempre tudo corre bem, e aprender a lidar com as falhas que muitas vezes acontecem é na maior parte das vezes difícil, mas é uma coisa com a qual se aprende a lidar. Mais do que aprender com as falhas o melhor é aprendermos a criar mecanismos que as evitem e que nos poupem tempo e trabalho. Entre beija-flor e maçã de adão, eu a Diana e a Su, já passámos por muita coisa que gostaríamos de poder ter evitado. No entanto gosto de pensar que tudo o que correu mal só pode servir para aprendermos a fazer ainda melhor. Neste post vou escrever sobre algumas das coisas que nos têm acontecido. Não vou mencionar nomes porque não é esse o meu objectivo, a ideia é poder passar a experiência para aqueles que têm ou querem vir a ter uma loja online. Os mais invejosos podem também ficar a saber que a minha vida não é assim tão fixe e podem virar-se para outro lado.  

A revista x quer fazer um artigo sobre nós e só nos pede para entregarmos as peças ali na redacção
Sem problema. Nós que andamos sempre na rua a comprar materiais para esta ou aquela encomenda temos disponibilidade para passar ali na rua e deixar umas quantas peças para serem fotografadas. Não vale a pena vir o fotógrafo lá a casa, ou a jornalista, levantar meia dúzia de coisas. Não nos custa nada, nós passamos lá e deixamos as coisinhas... mais ainda, passamos para levantar também, afinal não custa mesmo nada. Não façam isto, nem que a redacção fique na porta ao lado. Se calhar já estão desse lado a pensar que a nossa simpatia passou os limites, mas nós na altura pensámos que era uma coisa natural. Depois de tanta trabalheira a ir levar e levantar, e no entrentanto que ficamos sem as peças para vender e entregar a clientes, o artigo não saiu na revista. Para além do artigo não ter saído, a jornalista nem teve a preocupação de nos dizer que as nossas coisas não iam parar às páginas da revista. Depois deste episódio a nossa disponibilidade para este tipo de coisas passou a vir em doses mais moderadas e quem precisar de alguma coisa da nossa parte terá de vir ter connosco, ao nosso atelier. É que se nós ganhamos com um artigo, a revista também ganha connosco. Sem conteúdos é que ela não sai. E se não é um favor que nos fazem o ideal é cada uma das partes fazer o seu trabalho e não haver aqui moças de recados.

A loja y quer ter as nossas peças à venda na loja, mas à consignação 
Pois é, isto é tudo muito lindo mas assim quem perde tempo a fazer as peças, quem investe material nas peças e quem empata as peças na loja somos nós. Claro que a loja paga a renda e alguém tem de estar ao balcão, mas não é isso que é suposto acontecer e não foi isso que aconteceu desde sempre? Quem abre uma loja não terá de comprar produtos para a loja? Quando não se vendem há que os despachar mais tarde com descontos e afins. E por isso mesmo, por haver um investimento grande por parte do lojista, é que se fazem preços de revenda. Mas não se espantem se vos chegarem pedidos à consignação, e vos perguntarem ao mesmo tempo pelo preço de revenda. Não se espantem também se tiverem de pagar pelo envio das peças para a loja, ou se vos estragarem coisas e não as quiserem pagar. Solução, apresentem sempre duas propostas, ou revenda ou consignação, e tenham sempre regras diferentes para as duas. Pensem em formas de não se prejudicarem e de ganharem sempre qualquer coisa, afinal o trabalho é vosso. Apesar de tudo o que disse temos algumas lojas com peças nossas, mas só porque funcionam bem. Seja pelo bom carácter da pessoa em questão, pela proximidade que tem connosco mesmo a nível geográfico (não temos custos com envios e podemos sempre levantar as peças quando necessário, etc...) São poucas, mas existem! :)

 Lojas que fecham e não pagam
A loja era espectacular, ficava numa das ruas mais concorridas do Porto, o conceito era diferente a equipa super empenhada e boa onda... pois, era isto tudo e nós andamos para trás e para a frente com peças, com material para comunicar a marca na loja (nem isso eles podiam fazer porque quem é espectacular tem pouco tempo) e no fim para além de nos terem estragado 2 peças não nos pagaram as outras que venderam. Fecharam portas e pronto, assunto resolvido. Conclusão... para além de todo o trabalho que não nos competia ter ainda perdemos dinheiro e vamos ter de resolver isto perdendo ainda mais tempo e com algumas dores de cabeça. O ideal é assinarem um contrato, ou terem tudo comprovado por e-mail. Caso contrário não terão provas de nada e será muito difícil resolverem a questão. Os contratos ainda são uma coisa que assusta um bocadinho, e que não costumamos usar com frequência e isto tem mesmo de mudar. Quem não tiver intenções de vos passar a perna ou de vos ficar a dever o que quer que seja não se vai importar em assinar um contrato. Se não o querem fazer desconfiem logo e nem percam mais tempo com o assunto.

E pronto, isto é uma pequena parte das coisas más que nos vão acontecendo. Nem todos os dias acontecem coisas boas. Se tiverem coisas para partilhar agradeço :)







Na semana passada fui fazer o teste das cores à Pretty Exquisite. Para quem nunca ouviu falar dele, vou tentar explicar o que é e as coisas boas que nos traz.

O teste das cores ajuda-nos a perceber que cores nos favorecem, nos tiram o ar de doente, as olheiras e as manchas da cara. Todos nós temos tons de pele diferente, e são estes tons que definem que cores são as melhores para nós, mesmo que isso não vá de encontro ao nosso gosto. Sendo assim, é meter junto à tromba todas as cores que nos favorecem e já ficamos com melhor ar :p

O teste é feito em 3 fases diferentes, onde percebemos se o nosso tom é quente ou frio, mate ou luminoso e escuro ou claro. São 6 variantes e as combinações podem ser muitas. No teste, a Diana Vinha coloca-nos vários tecidos à volta do pescoço e vamos percebendo aos poucos, o que somos nós em termos de cores.  E percebemos mesmo porque ela não nos diz nada e as cores dizem tudo! Posso dizer-vos que os resultados surpreendem mesmo. Parece que temos um espelho com filtros à frente, a nossa cara muda e vai ficando mais luminosa e uniforme, ou menos, consoante as cores que ela nos coloca perto do rosto. E se ela não estivesse ali ao lado eu diria que estava junto ao quadro da luz a mudar ali qualquer coisita.

Sigo muitos blogues, mas não sigo blogues que não tenham por trás alguém que seja apaixonado pelo que faz e tenha muita, muita experiência comprovada na área, seja através de formação ou de empenho no trabalho. O blog da Pretty Exquisite, e das manas Vinha, é bom e especial porque elas sabem do que falam e não fazem dos clientes espelhos delas próprias. O que nos dizem não são meras opiniões,  e este teste das cores é mais uma prova disso mesmo.

Adorei o meu teste porque o resultado foi os tons que mais gosto! Sou fria, mate e clara, e a minha paleta de cores é esta que vem aqui em baixo.


Recebemos uma paleta de cores para auxiliar a nossa memória em caso de falha, e acredito que é uma grande ajuda para aquelas pessoas que não têm tanta sensibilidade para a cor. Mas como diz a Diana, se o teste não corresponder  ao nosso gosto, há sempre forma de o contornar e ela também dá umas dicas nessa parte.

Esta semana vou redesenhar as paletas de cores da Pretty Exquisite para ficarem ainda mais bonitas :)










Na semana passada cumpri um dos pontos da minha lista de resoluções para 2013, que para além de ter um "comer mais fruta", incluía começar a trazer cá para casa trabalho das pessoas que admiro.
Não é tarefa fácil para quem tem um orçamento baixo como o meu, e por isso mesmo aproveitei a época de saldos que a Maria Herreros fez no site (vejam se ainda apanham qualquer coisa) e mandei vir a minha Karen, vocalista dos Yeah Yeah Yeahs, que me fez companhia muitas vezes, e que adoro!

Muita coisa boa está a acontecer, e às vezes apetece-me dar pulinhos de alegria. Mas mais não vou contar, não vá o diabo tecê-las... Por agora vou continuar a fazer as coisinhas das minhas listas diárias e esperar que tudo corra bem, que a sorte tenha vindo para ficar, e meter mais um prego ali na parede para pendurar esta coisa bonita.