um sábado e uma feira de coisas velhinhas


O trabalho vai consumindo todo o tempo que tenho, e as horas para fazer posts e para me divertir um bocadinho são todas passadas ali na casa ao lado, no We Blog You. Há umas semanas recebi uma nova amiga cá no Porto, daquelas pessoas que adorei ter cá e que espero ver muitas mais vezes, e quando ela foi embora percebi que fui mesmo estúpida por não ter levado a minha câmara aos nossos passeios, para ficar com mais recordações daqueles dois dias (ok, fiquei com uma fotografia bonita no Instagram). E este sentimento de culpa por não fazer mais aquilo que antes fazia, quando nem uma câmara decente tinha, anda a dar cabo de mim :p

O fim de semana passado foi de trabalho, mas no sábado de manhã houve tempo para ir passear a uma garagem velha cheia de coisas velhinhas também. Aproveitei este pequeno passeio com a Marta para fazer fotografias, só porque sim. Controlei-me com a carteira e não comprei nem uma coisa mas trouxe várias em imagens :p 











Esta feira foi na verdade uma reunião de lojas vintage ali numa garagem da Rua dos Bragas. Quem perdeu a feira pode sempre ir às lojas (fiquei com cartões mas não os enconto :p). 

o terceiro post do ano.


Estamos no mês 10, e os posts deste ano resumiram-se a dois.
Poderia dizer-se que as minhas promessas nunca são cumpridas, que mato, digo que não volto a matar, e depois abandono (o mal é menor mas igualmente vergonhoso). A única coisa que desta vez não me deixa tão chateada quanto nas outras, é o facto de ter estado sempre aqui, neste meu outro canto que ocupa a cabeça e o coração. Não se pode por isso dizer que estive ausente, tenho estado mais por lá, porque aqui é onde me encontro só comigo, onde sou só coração, e nos últimos meses preferi estar só com ele e comigo.

Independentemente do tempo que aqui perco, este sítio funciona como uma terapia, já cá estive e escrevi coisas que ficaram em rascunho, mas que por terem ficado escritas deixaram que o mal que me faziam fosse embora. Estou a cinco dias dos 30 e apetece-me voltar a ter memórias escritas e fotografadas, apetece-me deixar de ser parva.


Para começar a gostar da vida imperfeita, com defeitos, mas boa, publico fotografias do meu escritório que precisa de paredes pintadas de fresco e da minha Alice, que trouxe mais doçura para esta casa, e que me enche de beijos com esta língua que nunca está no sítio.


E do meu preto, que está na minha vida há uma década e este ano mostrou que até ele é capaz de mudar, de quebrar rotinas, de aceitar as coisas novas que entram na nossa vida, com calma e doçura.
Sou feliz várias vezes por dia.

desculpas há muitas




E este blog leva com elas todas. 
Nos entretantos, tenho feito imensa coisa e até tive férias. Podem ver a coisa muito resumida ali no meu outro blog que é o responsável pela minha falta de tempo para escrever por aqui.
A fotografia de cima é uma escolha de quatro fotografias de Abril, as minhas favoritas no instagram. O trabalho foi encomendado ali pela Vanessa, do Titles are too mainstream, e a escolha foi esta pelos seguintes motivos (da esquerda para a direita e de cima para baixo)...

1. Férias. Foram poucas mas boas!
2. Duas das minhas coisas preferidas cá de casa, o meu preto e estes sapatos. 
3. Pequenos-almoços que me fazem saltar da cama. 
4. Coisas que até agora estavam num álbum do Pinterest e que agora estão cá em casa (um obrigada ao sócio Fred e à ex sócia Diana pela dica, tenho uma vida recheada de pessoas fixes :p)

Tenho tido cada vez mais fotografias de que gosto bastante graças ao #desculpashámuitas. Quem quiser começar o desafio já aqui tem o mês de Maio.

Coisas das férias? Podem ler-me aqui :)

o lado menos bom das coisas bonitas













Decidir escrever ou não este post levou algum tempo. Posso até dizer que durante muito tempo a decisão foi não escrever absolutamente nada, por vários motivos, mas depois há um dia em que acordamos com vontade de dizer mais coisas ao mundo, de não fingir que está tudo bem, e esse dia foi hoje. É por isso que hoje, meses depois de ter decidido lidar com a situação de uma forma, decido fazer as coisas de forma diferente e contar a quem segue o meu trabalho, as coisas feias que ele às vezes pode ser.

Já toda a gente sabe que o mundo é um penico, mais ainda com a internet, quem trabalha neste meio e quem publica trabalho por aqui vai ser copiado mais tarde ou mais cedo, ou melhor, vai servir de "inspiração" a alguém. Acho que é aqui que está todo o problema, na noção de inspiração que as pessoas têm, mas podemos ir mais longe e falar da noção de honestidade, humildade, mas não sairíamos daqui hoje.

E o que pode ou deve fazer alguém que vê o seu trabalho copiado na casa do vizinho? Eu não tenho a resposta certa, sei que tentei fazer aquilo que achava ser o mais correcto, sem até hoje saber se o foi mesmo (já que frutos não deu). Sem grandes confusões e sem, como costumamos dizer, lavar roupa suja em praça pública, decidi enviar uma mensagem por facebook à autora da asneira já que ela até minha amiga nesta rede escolheu ser.
Falei sobre o assunto, fui o mais bem educada que consegui ser, fui humilde e disse estar muito triste com a situação que achava até desnecessária.
A resposta que tive não poderia ter sido mais desinteressada. Claro que a pessoa em questão já conhecia o meu trabalho mas existe muita coisa semelhante, e mais, cada um tem a "identidade" do próprio autor. Bem vistas as coisas ela não é uma cópia, é uma autora. Eu acho que é uma autora da cópia, mas isto sou eu que estou só muito irritada com estas coisas.

E o quê que se copia aqui?
Copiam-se idéias, vamos lá meter padrões de azulejos em cadernos. Poderíamos metê-los numas chávenas de café mas não, vamos fazer mesmo cadernos.
Copiam-se formatos, porque se a concorrência tem 3 vamos lá fazer também o A5, o A6 e o A7.
Copiam-se métodos de trabalho, mas aí a culpa só pode ser das parvas que puseram o vídeo bonito na internet.
E, mais tarde ainda, copiam-se padrões. Já que é tudo tão parecido não faz grande diferença se os padrões forem os mesmos.




O que está aqui em causa?
A falta de profissionalismo de uma colega.
Se é designer de formação deveria perceber que isto não se faz, deveria saber o que é inspiração e o que é apropriação. Deveria distinguir tanta coisa que pelos vistos não lhe foi ensinada quando estava a tirar o curso, e isto é triste.

Há quase 3 anos atrás, quando o beija-flor começou nas nossas mãos, tivemos como base um projeto universitário que levou algumas semanas a ganhar forma. Acabou por ser uma saída, uns anos mais tarde, quando foi preciso fazer qualquer coisa fora do trabalho. Ainda assim, foram várias as noites de trabalho que tivemos em 2011, a experimentar várias formas de os costurar, a perceber que técnicas usar para que eles ficassem assim com este aspecto bonito e simples que têm.
Não, não fomos ver nada destas coisas à internet e podemos dizer que assim foi muito mais divertido, pelo menos quando a coisa correu bem e conseguimos finalmente chegar a um caderno perfeito. Estávamos as duas sentadas numa mesa de cozinha, depois de um dia de 8 horas de trabalho, a tentar chegar a um resultado que nos deixasse satisfeitas. Cosemos vários cadernos, cortamos outros tantos, fizemos imensas experiências com os tamanhos dos padrões e outras tantas com o papel que escolhemos para as impressões. Chegámos a um resultado nosso.




É por isto tudo que acabei de descrever que sinto vergonha do que vejo aqui e desta colega de trabalho que não teve humildade suficiente para perceber que estava a cometer um erro, e até hoje continua a fazer este trabalho que na minha opinião é só uma grande asneira.

Posso dizer-vos que hoje, depois de ter recebido uma mensagem de um colega de trabalho, também ele concorrência mas da boa, nem consegui engolir o pequeno almoço antes de escrever este post. Não é a primeira pessoa que nos escreve a falar desta "cópia" e não poderia ser eu a única a não falar dela.
Não sei se escrever tudo isto foi o mais correcto mas estou mais leve e saiu tudo cá para fora. Um grande obrigada ao meu blog que não me deixa andar aqui entalada toda a vida.