o terceiro post do ano.


Estamos no mês 10, e os posts deste ano resumiram-se a dois.
Poderia dizer-se que as minhas promessas nunca são cumpridas, que mato, digo que não volto a matar, e depois abandono (o mal é menor mas igualmente vergonhoso). A única coisa que desta vez não me deixa tão chateada quanto nas outras, é o facto de ter estado sempre aqui, neste meu outro canto que ocupa a cabeça e o coração. Não se pode por isso dizer que estive ausente, tenho estado mais por lá, porque aqui é onde me encontro só comigo, onde sou só coração, e nos últimos meses preferi estar só com ele e comigo.

Independentemente do tempo que aqui perco, este sítio funciona como uma terapia, já cá estive e escrevi coisas que ficaram em rascunho, mas que por terem ficado escritas deixaram que o mal que me faziam fosse embora. Estou a cinco dias dos 30 e apetece-me voltar a ter memórias escritas e fotografadas, apetece-me deixar de ser parva.


Para começar a gostar da vida imperfeita, com defeitos, mas boa, publico fotografias do meu escritório que precisa de paredes pintadas de fresco e da minha Alice, que trouxe mais doçura para esta casa, e que me enche de beijos com esta língua que nunca está no sítio.


E do meu preto, que está na minha vida há uma década e este ano mostrou que até ele é capaz de mudar, de quebrar rotinas, de aceitar as coisas novas que entram na nossa vida, com calma e doçura.
Sou feliz várias vezes por dia.